Laranjinha

Radicalizamos no almoço hoje. Optamos por um bar, um lanche e uma laranjinha Água da Serra.  Mas, não radicalizamos na quantidade, já que a laranjinha foi dividia. Você pode estar rindo e pensando: como duas pessoas adultas dividem uma laranjinha?

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O que não imaginava, no entanto, com esta divisão, era o desfecho que seria trazido ao nosso almoço. No meu copo, 3 dedos do precioso líquido. Já minha filha, escolheu abrir mão do copo e matar a saudade, tomando a laranjinha, no bico.

Nem tive coragem de fazer qualquer objeção, sequer olhar de modo repreensivo, afinal, o que tinha que ser ensinado nestes 24 anos, já havia sido. Aquela atitude não foi por rebeldia ou ausência de educação. Aquele gole, na verdade,  tinha como acompanhamento os olhos fechados e um sorriso nos lábios. Depois com os olhos abertos e mirando a garrafinha, soltou um haaa de satisfação, misturado de saudade.

Sorrindo, falou: lembra dos nossos aniversários com a mesa decorada com estas garrafinhas?  Dos nossos recreios na escola? Os passeios na casa do pai?

E ali o papo rolou descontraidamente, trazendo a tona, todas as lembranças de infância. E a medida que as lembranças vinham, vinham também, os risos e as gargalhadas.

Numa época de tanta tecnologia, tanta informação, me chamou a atenção quando ela segurou a garrafinha e, depois do último gole, sorriu e disse: ENVASE A NOSTALGIA.

E você, que boas lembranças trazem a sua infância?

 

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